segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Educação aberta e à Distância (EAD)

A educação aberta e à distância (EAD) abre novas fronteiras para aqueles que não possuem tempo, condições financeiras, ou que residem distante dos grandes centros.
O EAD utiliza as tecnologias citadas acima em complementação ou sobreposição de acordo com a
necessidade e disponibilidade de infra-estrutura tecnológica disponível ao aluno.
O aluno acessa as informações através de um aparelho conectado a internet em um portal educacional, lê conteúdos em mídias eletrônicas e FAQs, participa ativamente em fóruns, listas, assiste a webcastings, ouve podcastings, etc.
Segundo Pierre Lévy, a educação à distância é um setor da educação particularmente interessante, pois é nele que é experimentado o maior número de novidades ao mesmo tempo técnicas e pedagógicas. É um setor em que existe uma experimentação constante, e assim deveria ser em todos os setores da educação.
Para o autor as técnicas utilizadas na educação à distância vão cada vez mais ser utilizadas na educação normal conduzindo a uma evolução da escola em direção a uma adaptação à nova relação que está sendo instaurada com o saber. O saber indefinido, o trabalho de transação de conhecimentos, a multiplicação das tecnologias intelectuais, etc. (informação verbal).

TECNOLOGIA COMO FERRAMENTA EDUCATIVA

O cúmulo da cegueira é atingido quando as antigas técnicas são declaradas culturais e impregnadas de valores, enquanto as novas são denunciadas como bárbaras e contrárias à vida. Alguém que condena a informática não pensaria nunca em criticar a impressão e menos ainda a escrita. 
(LÉVY, 1999,p15) 

A teoria pedagógica tecnicista encarava a sociedade como um sistema harmônico e funcional assim a tecnologia educacional era apenas um meio que não questionava as finalidades. A partir dos anos 80 a tecnologia educacional passou a ser encarada como uma ferramenta de educação inovadora e contextualizada com as questões sociais. (LEITE, POCHO, et al., 2010).
O uso da tecnologia no processo de ensino-aprendizado não se dá por simples substituição conforme afirma Pierre Lévy:

Que isto fique claro: a sucessão da oralidade, da escrita e da informática 
como modos fundamentais de gestão social do conhecimento não se dá por 
simples substituição, mas antes por complexificação e deslocamento de 
centros de gravidade. (LÉVY,2010,p.10) 

As mídias eletrônicas permitem abordar conteúdos com maior abrangência e fazer a ligação entre os mesmos de modo interdisciplinar. A consulta à informação é mais rápida,visto que pode ser realizada por mecanismos de busca ou pela navegação em hiperlinks.
O acompanhamento da evolução do aprendizado pode ser mensurado de modo quantitativo ou qualitativo por meio de banco de dados modelados com essa finalidade e algoritmos estatísticos.
Os dados armazenados podem ser analisados e gerar melhorias com maior tempestividade.
Lévy (1999,p.28) entende que a cibercultura é dependente da inteligência coletiva, e esta última favorece a aprendizagem cooperativa por meio de dispositivos informatizados que auxiliam a colaboração e a coordenação descentralizada (os “groupwares”) o que permite que pesquisadores e alunos troquem idéias, experiências sem limites geográficos.

O impacto do professor frente à tecnologia


A maioria das escolas nos dias de hoje ainda mantém seu ensino na oralidade e o uso da tecnologia “giz” por professores, com alunos sendo meros ouvintes. O processo ensino aprendizagem depende do educador e do educando, pois é um processo compartilhado.
Os recursos da multimídia, da Internet, e da realidade virtual criam superações dos limites, utilizando o pensamento como capacidade de criar e como fonte da mensagem que dá sentido à mídia.
A prática docente deve ser orientada hoje a partir de uma nova lógica e uma nova cultura.
Uma lógica fundamentada na exploração de novos tipos de relacionamentos não excludentes que enfatize várias possibilidades de encaminhamento das reflexões, estimulando a possibilidade de outras relações entre áreas de conhecimento aparentemente distintas.
Nessa abordagem se altera principalmente os procedimentos didáticos, pois é preciso que o professor se posicione como aliado, um parceiro no sentido de encaminhar e orientar o aluno diante das possibilidades e formas de se relacionar com o conhecimento.
Nesse sentido, a dinâmica da sala de aula em que alunos e professores encontram-se fisicamente presentes, também se altera. As atividades didáticas orientam para privilegiar o trabalho em grupo, em que o professor passa a ser um dos membros participantes.
Nesses grupos, o tempo e o espaço são os da experimentação e da ousadia em busca de caminhos e de alternativas possíveis, de diálogos e trocas sobre os conhecimentos em pauta, de retroalimentação permanente de tudo e de todos.
Na sua obra Pedagogia do Oprimido, Freire (1993) deixa claro que educador e educando são sujeitos de um processo em que crescem juntos, porque ninguém educa ninguém, ninguém se educa só.
Os homens se educam entre si mediatizados pelo mundo.
O computador, enquanto ferramenta, não é um instrumento que ensina o aluno, mas ferramenta com a qual o aluno desenvolve determinada tarefa, seja na escola ou fora dela. Permite também que sejam explorados aspectos pedagógicos que desenvolveram com material tradicional.
Os alunos já pertencem a uma civilização que podemos chamar de icônica, enquanto os professores ainda pertencem a uma civilização pré-icônica. Esse fato não pode ser ignorado. Por essa razão, todo esforço deve ser despendido no sentido de uma preparação sólida do professor para lidar, inclusive, com a presença das tecnologias que exigem novas habilidades das pessoas. 
Caso contrário, “seria como se um analfabeto tivesse a pretensão de ensinar a alguém que já sabe ler o bom uso da língua”. (Tardy apud Sampaio e Leite, 1999, p. 9). 
Fica evidente a falta de preparo dos professores no uso do computador e da Internet em sua prática pedagógica, reduzindo-se apenas a um recurso didático. É necessário, portanto, que a utilização dessas mídias pelo professor ultrapasse a dimensão utilitarista e seja incorporada a novas possibilidades educativas. Para isso, consideramos que os programas de formação de professores podem ser canais eficazes para promover esse tipo de habilidade do professor, na medida em que se constitui em espaço específico para a reflexão sobre a relação tecnologia e educação e suas possibilidades pedagógicas. 
Os meios de produção exigem novo modelo de formação. As redes de comunicação levam informações, ao mesmo tempo, a lugares nunca antes atingidos. As pessoas, em especial as crianças e os jovens, não são mais pessoas de um local restrito.
Tornam-se pessoas do mundo. 

A Importância da Tecnologia na Educação


“Ensinar é alumbrar e alumbramento é inspiração, iluminação. No caminho que fazemos, é preciso criar a consciência de que métodos e técnicas são ferramentas a serviço do pensamento e que o pensamento é um mosaico formado por paixão e razão. A paixão de ensinar é uma paixão sábia, aquela que não turva os sentidos, mas ilumina os caminhos”. 
Luiz Alberto Sanz 


 Na sociedade atual, não é mais possível negar que as novas tecnologias estão presentes nas experiências diárias dos indivíduos e a escola não pode ficar a margem dessas vivências dos alunos e familiares. Hoje, o aprendizado é diferente das gerações anteriores e a reforma no ensino trouxe mudanças nas disciplinas e nos conteúdos. Por outro lado, são muitas as mudanças e as transformações que ocorreram nas últimas décadas na sociedade brasileira e estas estão se refletindo na escola, onde os professores não podem mais ficar indiferentes a estas mudanças, redirecionamentos e reconstruções. 

domingo, 12 de outubro de 2014

CIBERCULTURA


A tecnologia presente nos dias atuais define uma nova época onde as relações na sociedade da informação se dão através do uso dessas tecnologias. Os ambientes artificializados caracterizam esta nova sociedade trazendo variadas possibilidades de adquirir informação. Esta artificialidade não é novidade, pois o ser humano é culturalmente artificial, dependendo somente do imaginário da época.
A relação do homem com a técnica tem sido marcada pelo fascínio e pelo medo trazendo aspectos positivos e negativos, despertando posições favoráveis e contrárias que beiram o positivo e o apocalíptico dentro das sociedades e da época.

“A cibercultura nada mais é do que a cultura contemporânea em sua interface com as novas tecnologias de comunicação e informação, ela está ligada às diversas influencias que estas tecnologias exercem sobre as formas de sociabilidade contemporâneas, influenciando o trabalho, a educação, o lazer, o comércio, etc. Todas as áreas da cultura contemporânea estão sendo 
reconfiguradas com a emergência da cibercultura” (LEMOS, 2003, p. 1). 
                                             
Atualmente as relações que se estabelecem entre o pensamento, produção e técnica num contexto onde a desmaterialização é uma marca, pois os espaços já não são tão delimitados e o tempo já é dimensionado em intervalos cada vez menores nas trocas e construções. Assim o espaço físico sai perdendo a importância estabelecendo novas possibilidades, como as comunidades virtuais. 

“A cultura contemporânea passa a ser caracterizada pelo uso crescente de tecnologias digitais, cria-se uma nova relação entre a técnica e a vida social e, ao mesmo tempo, proporciona o surgimento de novas formas de agregação social de maneira espontânea no ambiente virtual, com práticas culturais específicas que constitui a chamada cibercultura” (CORRÊA, 2004, p. 2). 

Neste novo contexto o problema é o acesso e o não acesso, surgindo como um diferencial de exclusão/inclusão social. Esta nova realidade nos coloca diante da sociedade em rede, a Internet e suas possibilidades. Entre essas possibilidades, destaca-se o fenômeno do produzir e acessar informações num coletivo onde as relações na Internet são semelhantes a da realidade. Assim, um olhar especial sobre a Internet nos leva a questões como a ética, a livre expressão, controle de acesso, Internet x Computador, entre outras questões, que precisam entrar nos debates das salas de aula e da sociedade como um todo, pois envolvem direitos do cidadão (LEMOS, 2004).

“De qualquer modo, o ciberespaço potencializa o surgimento de comunidades virtuais e de agregações eletrônicas em geral que estão delineadas em torno de interesses comuns, de traços de identificação, pois ele é capaz de aproximar, de conectar indivíduos que talvez nunca tivessem 
oportunidade de se encontrar pessoalmente. Ambiente que ignora definitivamente a noção de tempo e espaço como barreiras” (CORRÊA, 2004, p. 3)                                           

REFORMA DO ENSINO



“O desenvolvimento de uma consciência crítica que permite ao homem transformar a 
realidade se faz cada vez mais urgente. Na medida em que os homens, dentro de sua 
sociedade, vão temporalizando os espaços geográficos e vão fazendo história pela sua 
própria atividade criadora”. 
Paulo Freire
 “A reforma no ensino visa uma educação mais eficaz e para isso é necessária 
uma profunda mudança de conteúdos e métodos. Nesta perspectiva a 
proposta deve apresentar uma nova visão do saber e do aprender oferecendo 
assim novas possibilidades dos processos educacionais ” (MINGUET, 1998, 
p. 129) 
Neste novo contexto educacional surgem também algumas novidades nos conteúdos propostos e na formação do aluno. O ensino atual baseia-se em competências e habilidades permitindo possibilidades para o uso e aplicação das novas tecnologias, entres estas, televisores, vídeos, computador e Internet. 
O professor dispõe de recursos tecnológicos que pretendem em curto prazo alcançar os lugares mais remotos do país.
Nas últimas décadas, observam-se o crescente número de projetos envolvendo a informática e novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), estas aparecem como novas possibilidades no ensino de todos os níveis. O MEC juntamente com os Estados, Prefeituras e terceiro setor estão promovendo a diminuição da distância do cidadão comum e o uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é a inclusão digital como direito do cidadão. É uma das principais metas para o desenvolvimento do ensino no país dentro de um projeto maior para a sociedade brasileira.